A conhecida expressão “macaco velho não pula de galho em galho” é válida em muitos contextos da nossa vida – da carteira de trabalho de quem se mantém no mesmo emprego por muito tempo, olhada com bons olhos por futuros empregadores, à desconfiança que recai sobre quem não consegue se fixar em nenhuma atividade.
Mas o que dizer, então, dos investidores? Será que o ditado também vale para eles?
Com certeza, sim. Estudos mostram que investidores que ficam pulando muito, alterando sua carteira de ativos ao sabor das notícias e novidades, tendem a ter um desempenho inferior ao daqueles mais disciplinados.
E a explicação estaria no controle emocional. Quem pula de galho em galho perde o foco, pois tende a não gastar tempo suficiente para entender seu processo decisório e, assim, fica mais exposto ao efeito manada do mercado.
É fato que administrar nosso dinheiro ao longo do tempo exige muito das nossas emoções.
Acreditar que nossas decisões financeiras são racionais pode nos dar conforto. Afinal, é melhor lidar com variáveis matemáticas, como risco e retorno, do que com as nossas emoções.
Mas, queira você ou não, o fato de sermos tão somente humanos nos coloca em situações em que decisões irracionais são tomadas, mesmo que queiramos explicá-las de forma racional.
Por exemplo: será que é racional o investidor ignorar 95% das empresas do planeta e investir somente no mercado local, mesmo sob o argumento da familiaridade?
Morgan Housel, no livro A Psicologia Financeira, demonstra que a tomada de decisão na nossa vida financeira é guiada mais pelo nosso comportamento do que pela tal racionalidade pregada pelos financistas – e nosso comportamento sofre influência da visão de mundo particular que cada um de nós desenvolve ao longo da vida.
A verdade é que, quando se trata de investimentos, talvez o consultório do psicólogo seja mais interessante do que a agência do gerente do seu banco.
Gostaria de conhecer nossos serviços de aconselhamento financeiro? Faça um contato.
Se gostou do texto, comente abaixo e compartilhe em suas redes sociais.
